terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

CAPÍTULO 6 , CAPÍTULO 7 E CAPÍTULO 8 (FIM)


CAPÍTULO 6 - OS EQUILÍBRIOS ENTRE OS ATOS DE DOAR E RECEBER

EM QUALQUER RELAÇÃO, A FELICIDADE E O SUCESSO DEPENDEM DA MANEIRA COMO AS PESSOAS DOAM E RECEBEM. NA FAMÍLIA LADINO, MARIANA CEDE MUITO PARA SATISFAZER MARTÍN. CONSEQUENTEMENTE, OCORRE ALGO NO MAIS PROFUNDO DA CONSCIÊNCIA DELE, POIS É PRESSIONADO POR UMA NECESSIDADE INCONSCIENTE DE COMPENSÁ-LA, UMA VEZ QUE A AMA. UMA FORÇA O FAZ SENTIR-SE ENDIVIDADO, POR ISSO QUER LHE DEVOLVER ALGO QUE RECEBEU E FICAR EM EQUILÍBRIO.

NO ENTANTO, PARA QUE A RELAÇÃO CONTINUE SE DESENVOLVENDO NESSA TROCA, É PRECISO QUE MARTÍN DEVOLVA A MARIANA TANTO QUANTO ELA LHE DOOU E UM POUCO MAIS. POR QUÊ? PORQUE DESSA MANEIRA MARIANA FICARÁ EM DÉBITO COM MARTÍN E SENTIRÁ A OBRIGAÇÃO DE COMPENSÁ-LO COM A DEVOLUÇÃO DO QUE RECEBEU... E UM POUQUINHO MAIS, JÁ QUE O AMA. COM O FLUIR DESSE INTERCÂMBIO, CRESCE A FELICIDADE E É ALIMENTADA A RELAÇÃO. ESSE É UM DOS SEGREDOS PARA O SUCESSO DAS UNIÕES ESTÁVEIS. ESSE PROCESSO IMPEDE QUE OS ATOS DE DOAR E RECEBER SE INTERROMPAM, O QUE IMOBILIZARIA A RELAÇÃO.

O ATO DE DOAR UM POUCO MAIS DO QUE RECEBE ALIMENTA A RELAÇÃO.

CULPA E INOCÊNCIA

EXPERIMENTAMOS UMA SENSAÇÃO DE CULPA QUANDO ESTAMOS EM DÍVIDA. OU SEJA, QUANDO NOSSA CONSCIÊNCIA NOS INDICA QUE EXISTE UM SALDO NEGATIVO EM RELAÇÃO A ALGO OU ALGUÉM. É COMO UMA ESPÉCIE DE OBRIGAÇÃO. EM CONTRAPARTIDA, OCORRE A INOCÊNCIA QUANDO NOSSA CONSCIÊNCIA REGISTRA QUE NÃO DEVE NADA. É COMO UMA SENSAÇÃO DE LIBERDADE DIANTE DO SENTIMENTO DE OBRIGAÇÃO.

SOMOS INVADIDOS PELA CULPA QUANDO EXISTE ALGO CONTRA NOSSA CONSCIÊNCIA, E PELA INOCÊNCIA QUANDO OCORRE ALGO A FAVOR. É CLARO QUE TUDO ISSO SE REFERE A "DOAR DE NÓS MESMOS", COMO AMOR, AJUDA, GENEROSIDADE, LEALDADE, COMPREENSÃO, ABRAÇOS, TRABALHO, DINHEIRO, INTERESSE, PRESENTES, COLABORAÇÃO... A LISTA É INTERMINÁVEL. CONSEQUENTEMENTE, TODA RELAÇÃO SE MOVE ENTRE A "DÍVIDA" E A "LIBERDADE DE OBRIGAÇÃO" PERMANENTE.

NÃO EXISTE "PEGAR" (OU RECEBER) SEM QUE SE PERCEBA A NECESSIDADE DE COMPENSAÇÃO. AQUI NASCE A SENSAÇÃO DE CULPA OU DE INOCÊNCIA. POR EXEMPLO, "ESTOU EM DÍVIDA PORQUE VOCÊ SEMPRE FOI GENEROSA COM SEU AFETO... E EU SOU FRIO E DISTANTE", É O QUE MARTÍN PODERIA SENTIR. O QUE ISSO INFLUENCIA NO COTIDIANO DO CASAL?

SE CONSIDERARMOS A INOCÊNCIA QUE TORNA MARIANA LIVRE EM RELAÇÃO AO AFETO, VEREMOS QUE ESSE SENTIMENTO DETERIORA A RELAÇÃO; POIS SOMENTE A AÇÃO DE DOAR... E NÃO RECEBER NADA EM TROCA PRODUZ RAIVA. PARA QUE A RELAÇÃO SE CONSERVE, O PROCESSO DEVE SER DINÂMICO.

SE UM DOS DOIS CEDE MUITO MAIS QUE O OUTRO, SUA INOCÊNCIA OU A LIBERDADE AUMENTA A TAL PONTO QUE PRODUZ UM SENTIMENTO DE DESEQUILÍBRIO MUITO GRANDE. CRESCE O DIREITO À REIVINDICAÇÃO OU BUSCA DE COMPENSAÇÃO. POR CAUSA DO DESNÍVEL, MARTÍN E MARIANA AFASTAM-SE CADA VEZ MAIS UM DO OUTRO.

O QUE OCORRERIA SE MARTÍN ACEITASSE O QUE MARIANA LHE OFERECE E DEVOLVESSE O QUE RECEBE, E NÃO MAIS? NESSE CASO, DÁ-SE O FIM DO CRESCIMENTO DA RELAÇÃO. AMBOS SE SENTEM EM LIBERDADE E LIVRES DE OBRIGAÇÃO E, GRADATIVAMENTE, O RELACIONAMENTO PERDE SEU VÍNCULO.

QUANDO UM INTEGRANTE DO CASAL ESTÁ IMPOSSIBILITADO DE OFERECER NA MESMA PROPORÇÃO QUE O OUTRO, OCORRE O ROMPIMENTO DAS RELAÇÕES. O ATO DE DOAR-SE MUITO MAIS DO QUE O OUTRO É CAPAZ DE RECEBER FAZ COM QUE ESSA PESSOA SE SINTA SEMPRE ENDIVIDADA.

A IMPOSSIBILIDADE DE NIVELAR O INTERCÂMBIO A POSICIONA EM PERMANENTE DESVANTAGEM. ISSO ACARRETA SÉRIOS CONFLITOS. DE UM LADO, A RAIVA POR TER FICADO EM DESVANTAGEM É DIFÍCIL DE SER ESQUECIDA. EM COMPENSAÇÃO, O DEVEDOR SE SENTE DESMERECIDO E ACABA SE DISTANCIANDO. ESSES DESEQUILÍBRIOS GERAM CULPA, RAIVA, TRISTEZA, INJUSTIÇA, TENSÃO, PESO OU INCÔMODO, DEPENDENDO DA INTENSIDADE.

NÃO É CONVENIENTE, PORTANTO, QUE UM MEMBRO DO CASAL OFEREÇA MUITO MAIS QUE O OUTRO ESTEJA EM CONDIÇÕES DE DEVOLVER OU SE CONSIDERE DISPOSTO A FAZÊ-LO. QUANDO ISSO OCORRE, A RELAÇÃO FRACASSA.

PARA RETORNAR AO EQUILÍBRIO, É ACONSELHÁVEL QUE ESSE PROCESSO DE TROCA SEJA CONDUZIDO EM SENTIDO CONTRÁRIO. OU SEJA, OFERECER UM POUCO MENOS DO QUE SE RECEBEU PARA QUE SE CRIE UMA COMPENSAÇÃO NEGATIVA. EM OUTRAS PALAVRAS, É NECESSÁRIO "CASTIGAR" COM AMOR. SE ME NEGAM OU ME FAZEM ALGO, EU TAMBÉM TENHO O DIREITO DE FAZER O MESMO. NO ENTANTO, COMO AMO A PESSOA, EVITO PREJUDICÁ-LA IMENSAMENTE.

QUANDO ESTÁ DEFINITIVAMENTE IMPOSSIBILITADO DE DEVOLVER O QUE O OUTRO LHE OFERECE, UM MEMBRO DO CASAL PODE COMPENSAR ESSE DESEQUILÍBRIO COM A VALORIZAÇÃO SINCERA DO QUE FOI RECEBIDO. ENTÃO É ACONSELHÁVEL QUE ELE ASSUMA A ATITUDE DE ACEITAR ESSA REALIDADE COM A FRASE: "SEI QUE VOCÊ ME OFERECE MAIS DO QUE POSSO DEVOLVER, E EU ACEITO ISSO COMO UM PRESENTE ESPECIAL."

SE NÃO HÁ COMPENSAÇÃO, A RELAÇÃO FRACASSA. NO ENTANTO, QUANDO EXISTE OPORTUNIDADE DE RECONHECER O QUE SE RECEBE, O RELACIONAMENTO RECUPERA-SE E FUNCIONA.

RELAÇÕES ENTRE PAIS E FILHOS

O INTERCÃMBIO ANTERIOR DE DOAR E RECEBER APLICA-SE ÀS RELAÇÕES QUE ESTÃO NO MESMO NÍVEL. OU SEJA, ENTRE OS MEMBROS DO CASAL, ENTRE IRMÃOS, ENTRE PRIMOS E AMIGOS.

NA RELAÇÃO ENTRE PAIS E FILHOS, ESSA TROCA É DIFERENTE, POIS NÃO EXISTE A OBRIGAÇÃO DO EQUILÍBRIO. OS PRIMEIROS ENTREGAM O MÁXIMO DE SI MESMOS, QUE É CONCEDER A VIDA AOS SEUS FILHOS, OS QUAIS, POR SUA VEZ, RECONHECEM ESSE ATO DE AMOR E HONRAM SEUS PAIS.

NESSA RELAÇÃO, VIGORA UMA LEI NATURAL. EXISTE UMA FINALIDADE. UMA VEZ QUE OS PAIS DERAM AOS FILHOS A VIDA E TUDO DE QUE NECESSITAM PARA SE TORNAR ADULTOS, AO VEREM-SE SATISFEITOS, ESTES PODERÃO PARTIR E FORMAR AS PRÓPRIAS FAMÍLIAS. OU SEJA, ESTARÃO CAPACITADOS A "ROMPER" INTERNAMENTE COM AQUILO QUE OS PRENDE A SEUS PAIS. E O NÃO-ROMPIMENTO GERA CONFLITOS.

OS FILHOS RECEBEM DE SEUS GENITORES E, EM CONTRAPARTIDA, ACEITAM-NOS COMO SÃO, HONRAM-NOS E RESPEITAM-NOS, SEM JULGÁ-LOS. NÃO TÊM MAIS OBRIGAÇÕES PARA COM ELES. O RESTANTE, OU SEJA, TUDO AQUILO QUE OFERECEM A ELES, DEVE ORIGINAR-SE DO AMOR FILIAL.

OS PAIS SE DEDICAM TANTO AOS FILHOS QUE ESTES NÃO TÊM A POSSIBILIDADE DE COMPENSÁ-LOS. POR ISSO, ELES REPASSAM O QUE RECEBERAM A SEUS DESCENDENTES.

QUANDO É OBRIGADO A FAZER ALGO, UM FILHO COBRE-SE DE RESSENTIMENTO. SE O FIZER POR COMPENSAÇÃO, SENTIRÁ QUE NUNCA PODERÁ SE SEPARAR DO PAI OU DA MÃE NEM CRESCER. FREQUENTEMENTE, PESSOAS ASSIM TENDEM A FRACASSAR NA VIDA.

QUEM NÃO ACEITA SEUS PAIS INTEGRALMENTE NÃO CONSEGUE TRANQUILIDADE. PERDE A PAZ À MEDIDA QUE SE NEGA A RECONHECER QUE ELES LHE DERAM A VIDA E O CRIARAM. POR ISSO, É SEU DEVER HONRÁ-LOS EXATAMENTE COMO SÃO.


=> O QUE OCORRE NA FAMÍLIA LADINO


MARTÍN NÃO ERA BEM-SUCEDIDO NOS NEGÓCIOS NEM NOS RELACIONAMENTOS. DESDE MUITO JOVEM, REJEITAVA O PAI. NÃO O RECONHECIA NEM ACEITAVA COMO ERA. QUERIA MODIFICÁ-LO, POIS SE SENTIA RESPONSÁVEL POR SEUS ATOS E ARCAVA COM AS CONSEQUENCIAS.

ELE NÃO TINHA MOTIVOS PARA APROVAR OU DESAPROVAR OS ATOS PATERNOS. NESSES CASOS, A DESPEITO DE TUDO, A ATITUDE MAIS INDICADA ERA O RECONHECIMENTO POR ELE TER-LHE DADO A VIDA.

ASSIM, TORNA-SE POSSÍVEL A DISSOLUÇÃO DO ÓDIO AMARRADO AO SISTEMA FAMILIAR, POIS A NEGAÇÃO AO PAI DO DIREITO LEGÍTIMO DE SER RECONHECIDO DESSA MANEIRA GERA CONFLITOS.


=> FRASE CONCILIADORA


"PAPAI, RESPEITO VOCÊ; AGRADEÇO-O POR TER ME DADO A VIDA. RECEBO TUDO DE VOCÊ, O QUE É BOM E O QUE NÃO É TÃO BOM ASSIM, PARA PODER TORNAR-ME UM SER HUMANO DIGNO E COMPLETO." AO CONCEDOR O RECONHECIMENTO QUE O PAI O MERECE, FORMA-SE NA ALMA DE MARTÍN UM GESTO DE REVERÊNCIA INTERNA, QUE LHE PERMITE UMA SENSAÇÃO DE ALÍVIO. AS PALAVRAS VÃO AGIR EM SUA MENTE, E OCORRER UMA GRADATIVA REPARAÇÃO INCONSCIENTE. COM ISSO, O CONFLITO ATENUA-SE.

QUANDO SE NEGAM A AGRADECER AO PAI PELO QUE LHE CABE POR LEGÍTIMO DIREITO, AS PESSOAS TRANSFEREM SUA GRATIDÃO AOS DEMAIS. NO CASO DE MARTÍN, POR EXEMPLO, QUEM RECEBEU SEU AFETO FOI A AMANTE.

A REVERÊNCIA RESTABELECE O EQUILÍBRIO. A INCLINAÇÃO AUTÊNTICA DIANTE DE UM PAI REJEITADO PERMITE QUE O AMOR VOLTE A FLUIR LIVREMENTE. ENTÃO, ROMPEM-SE AS AMARRAS QUE CRIAM PADRÕES TRANSMITIDOS ENTRE AS GERAÇÕES, POIS MESMO SEM INTENÇÃO, OS FILHOS IMITAM SECRETAMENTE UM DOS PAIS REJEITADO.

POR OUTRO LADO, SE O PAI OU A MÃE PRIORIZAM O PAPEL DE GENITOR SOBRE O DE CONSTITUIR CASAL, HÁ UMA PERTURBAÇÃO DA ORDEM. NESSE CASO, A SOLUÇÃO ESTÁ EM PRIORIZAR NOVAMENTE A RELAÇÃO AFETIVA. QUANDO SE OBTÉM ISSO, OS PRÓPRIOS FILHOS SÃO OS PRIMEIROS A SENTIREM-SE ALIVIADOS E LIBERTAM-SE DA CULPA.

=> O QUE OCORRE ENTRE OS LADINO

A RELAÇÃO ENTRE MARIANA E OS FILHOS ASSUMIRA UMA IMPORTÂNCIA MAIOR QUE SEU RELACIONAMENTO COM O MARIDO. ESPECIALMENTE QUANDO SE TRATAVA DE ALBERTO, O PRIMOGÊNITO. COM ESSE FILHO, HAVIA UMA GRANDE RECIPROCIDADE DE SENTIMENTOS, TANTO QUE, DE MODO INCONSCIENTE, "CONSTITUÍA CASAL" COM ELE, POIS OCUPAVA O LUGAR DE "ESPOSO" EM SEU CORAÇÃO. ALBERTO SENTIA-SE RESPONSÁVEL PELOS ATOS PATERNOS E ARCAVA COM AS CONSEQUÊNCIAS. PORÉM NÃO TINHA ÊXITO EM SEUS RELACIONAMENTOS AMOROSOS. MARTÍN, POR SUA VEZ, HAVIA PERDIDO ESPAÇO EM SEU LUGAR DE MARIDO E SENTIA-SE AFASTADO, EXCLUÍDO.

=> ATITUDE E FRASE CONCILIADORA

AO CONHECEREM A REALIDADE, MARTÍN E MARIANA RETOMARAM SEUS LUGARES E VOLTARAM A AGIR COMO CASAL. A FRASE CONCILIADORA FOI: "EU O ESCOLHI COMO MEU MARIDO E VOCÊ ME ESCOLHEU COMO SUA ESPOSA. NASCEMOS PRIMEIRO E AMBOS SOMOS OS PAIS. NOSSOS FILHOS OCUPAM UM LUGAR SECUNDÁRIO."


CAPÍTULO 7 - A ORDEM NA CONVIVÊNCIA

A TERCEIRA CONDIÇÃO BÁSICA PARA O SURGIMENTO DAS BOAS RELAÇÕES RERERE-SE À ORDEM. EM OUTRAS PALAVRAS, SÃO AS REGRAS QUE CONDUZEM A RELAÇÕES DURADOURAS: NORMAS, RITOS, CONVICÇÕES, TABUS EXISTENTES EM CADA FAMÍLIA.

TODOS NÓS TEMOS NOSSA IDÉIA DE COMO NOS RELACIONAR COM OS DEMAIS. EM NOSSA FAMÍLIA, APRENDEMOS COMO LIDAR COM AS RELAÇÕES E INTERIORIZAMOS NORMAS E TABUS. OU SEJA, AGIMOS SOB CERTOS MANDAMENTOS OU ORDENS QUE NOS ORIENTAM PARA A VIDA EM SOCIEDADE.

ALGUMAS DELAS SÃO HERDADAS DE NOSSOS ANTEPASSADOS E NOS DETERMINAM MUITO MAIS DO QUE DE MODO CONSCIENTE ENTENDEMOS. SÃO O QUE PODERÍAMOS DEFINIR COMO AS LEALDADES FAMILIARES, OU SEJA, REPRESENTAM UM SENTIMENTO OCULTO RELACIONADO A DISPOSIÇÕES QUE REGEM A FAMÍLIA ENTRE AS GERAÇÕES.

ESSAS LEALDADES TÊM COMO MARCO DE REFERÊNCIA A CONFIANÇA, O MÉRITO, O COMPROMISSO E A AÇÃO... AS LEIS FAMILIARES NUNCA SÃO DISPOSTAS POR ESCRITO, MAS AS FAMÍLIAS AS EXPRESSAM SOB UM MARCO DE EXPECTATIVAS CONHECIDAS COMO SISTEMA DE CRENÇAS.

PARA CONHECER O SISTEMA DE SUA FAMÍLIA, FAÇA O EXERCÍCIO DE ELABORAR UMA LISTA DAS FRASES E DOS DITADOS QUE SEMPRE OUVIU. POR EXEMPLO, "QUEM SAI AOS SEUS NÃO DEGENERA" TRANSMITE A IDÉIA DE QUE OS FILHOS DEVEM SE PARECER COM OS PAIS. POR SUA VEZ, "AH, FILHA, OS HOMENS NUNCA CRESCEM!" PODE INFLUENCIAR NA PROCURA DAS MULHERES DE UMA DETERMINADA FAMÍLIA POR COMPANHEIROS QUE LHES PERMITAM ASSUMIR O PAPEL DE MÃE DELES.

TALVEZ NUNCA TENHAMOS REFLETIDO SOBRE ESSE ASPECTO, PORÉM TODOS - IRMÃOS, TIOS , PRIMOS E PARENTES - DESENVOLVEM UMA LEALDADE INTERNA COMPARTILHADA E FUNDAMENTADA EM CERTOS MANDAMENTOS. SÃO COMO LEGADOS PSICOBIOLÓGICOS QUE, AO SEREM CONTRARIADOS, GERAM CULPA E , AO SEREM ACATADOS, ACARRETAM INOCÊNCIA.

QUANDO EM GERAÇÕES ANTERIORES, ALGUÉM "ROMPEU" AS LEALDADES DE MODO INCONSCIENTE, A PRÓPRIA REDE FAMILIAR PROCURA RESOLVER O QUE FICOU PENDENTE E BUSCA UMA COMPENSAÇÃO. DESSA MANEIRA, OCORREM IDENTIFICAÇÕES ENTRE OS MEMBROS: ATITUDES SEMELHANTES TRANSMITIDAS DE UMA GERAÇÃO A OUTRA, AS QUAIS MUITAS VEZES SÃO COMPLEXAS E ACARRETAM IMPLICAÇÕES, COMO DOENÇAS HEREDITÁRIAS OU DESTINOS TRÁGICOS.

AS LEALDADES FAMILIARES SÃO UMA ESPÉCIE DE ORDEM PREDETERMINADA, QUE NÃO NECESSITA DA APROVAÇÃO COMUM ENTRE OS INTEGRANTES. SE, NA FAMÍLIA MARTÍN, O ATO DE ELIMINAR GASTOS SUPÉRFLUOS QUANDO HÁ DIFICULDADES ECONÔMICAS É CONSIDERADO "REGRA", NA DE MARIANA PODE SER JULGADO COMPREENSÍVEL O FATO DE "NÃO REVELAR PROBREZA", PELO MOTIVO DE OS GASTOS DESNECESSÁRIOS SEREM ESSENCIAIS À ORDEM FAMILIAR.

QUANDO SE ESTABELECEM VÍNCULOS ENTRE DUAS PESSOAS - MARTÍN E MARIANA - OCORRE A UNIÃO DE DOIS SISTEMAS FAMILIARES. CADA UM COM AS PRÓPRIAS LEALDADES E MANDAMENTOS. ELES, POR SUA VEZ, FORMAM OUTRO SISTEMA COM LEALDADES E MANDAMENTOS PRÓPRIOS E ÚNICOS.

MUITOS DOS CONFLITOS OCULTOS DE CASAL SURGEM COMO RESPOSTA ÀS ORDENS NATURAIS QUE REGEM OS LAÇOS FAMILIARES. CADA COMPONENTE PROCURA CRIAR SEU SISTEMA DE CRENÇAS E IMPÔ-LO À NOVA FAMÍLIA. ÀS VEZES, UM DELES TENDE A DOMINAR.

LEALDADE À FAMÍLIA DE ORIGEM

NÃO EXISTE NADA MAIS FORTE QUE OS LAÇOS FAMILIARES. A CONSCIÊNCIA, ANTES DE MAIS NADA, ESTÁ A FAVOR DO DIREITO À PROPRIEDADE; CONSEQUENTEMENTE, "PROÍBE-NOS" DE AJUDAR UM GRUPO ADVERSÁRIO DE NOSSA FAMÍLIA.

QUANDO AGIMOS CONTRA ESSA LEALDADE, SENTIMOS CULPA, POIS PRECISAMOS SER DESCENDENTES DIGNOS DE NOSSA LINHAGEM. SE AGIRMOS DE ACORDO COM A CONSCIÊNCIA FAMILIAR, COMO RESULTADO DESSA LEALDADE SENTIREMOS INOCÊNCIA.

POR ISSO, É MUITO COMPLICADO O FATO DE A CONSCIÊNCIA ESTAR A FAVOR DA PROPRIEDADE AO SISTEMA FAMILIAR E , AO MESMO TEMPO, CONTRA O EQUILÍBRIO ENTRE O DOAR E O RECEBER OU CONTRA A ORDEM E AS HIERARQUIAS. AQUI AS SITUAÇÕES SE TORNAM DIFÍCEIS.

MANEIRAS DE EXPRESSÃO DA CONSCIÊNCIA

1. EM RELAÇÃO AOS VÍNCULOS FAMILIARES

SENTIMOS EM TERMOS DE LEALDADE

CULPA - MEDO DE SER EXCLUÍDO
INOCÊNCIA - DIREITO DE FAZER PARTE


2. EM RELAÇÃO AO EQUILÍBRIO ENTRE OS ATOS DE DOAR E RECEBER

SENTIMOS

CULPA - OBRIGAÇÃO DE DOAR
INOCÊNCIA - LIBERDADE DE QUALQUER OBRIGAÇÃO


3. EM RELAÇÃO À ORDEM E AO RECONHECIMENTO DAS HIERARQUIAS


SENTIMOS

CULPA - MEDO DO CASTIGO
INOCÊNCIA - PAZ E FIDELIDADE À ORDEM



VALE RESSALTAR QUE OS EFEITOS DA SOLUÇÃO DOS CONFLITOS SÃO POSSÍVEIS A PARTIR DE NÓS MESMOS. ASSEMELHAM-SE A UMA MECÂNICA DE FUNDO QUE NOS CONDUZ, GRADATIVAMENTE, AO EQUILÍBRIO. EM OUTRAS PALAVRAS, PERMITEM QUE O QUE DESCOBRIMOS ATUE EM NOSSO INTERIOR. ASSIM SÃO AS FORÇAS DO AMOR FAMILIAR.

POR FIM, ESSA NOVA VISÃO DE RESTABELECIMENTO DA HARMONIA É UMA ESPÉCIE DE INTELIGÊNCIA FAMILIAR. UMA FORMA SIMPLES DE CURAR FERIDAS E TAMBÉM DE PROTEGER AS GERAÇÕES FUTURAS DOS DESTINOS DOLOROSOS E DAS CARGAS EMOCIONAIS QUE AFETAM OS LAÇOS FAMILIARES ATUALMENTE.


CAPÍTULO 8 - QUEM É BERT HELLINGER

BERT HELLINGER É CONHECIDO COMO UMA PESSOA AMIGA DO QUE É SIMPLES E ESSENCIAL POR DEIXAR QUE AS COISAS OCORRAM NATURALMENTE. COM QUARENTA E CINCO ANOS DE TRABALHO, É RECONHECIDO ATUALMENTE COMO UMA DAS FIGURAS-CHAVE DA PSICOLOGIA. FOI O CRIADOR DA TEORIA DAS CONSTELAÇÕES FAMILIARES, UMA BREVE TERAPIA PARA A SOLUÇÃO DE CONFLITOS.

AOS 17 ANOS, VIVENCIOU A SEVERIDADE DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL COMO PRISIONEIRO. A EXTREMA RELIGIOSIDADE DA FAMÍLIA AJUDOU-O NA SUPERAÇÃO DO RIGOR HITLERIANO SEM SE DEIXAR INFLUENCIAR PELA IDEOLOGIA NAZISTA. APÓS O TÉRMINO DO CONFLITO, ORDENOU-SE SACERDOTE E TRABALHOU COMO MISSIONÁRIO NAS TRIBOS ZULUS DA ÁFRICA. VINTE E CINCO ANOS DEPOIS, DEIXOU O SACERDÓCIO DE FORMA AMISTOSA, CONVENCIDO DE QUE COM SUAS IDÉIAS DE RECONCILIAÇÃO FAMILIAR PODERIA CONTRIBUIR MAIS PARA A SOCIEDADE. CONCENTROU-SE NA RECUPERAÇÃO DE ORDENS ALTERADAS NAS RELAÇÕES APARENTADAS. RECORREU ÀS MAIS DIVERSAS CORRENTES DE PSICOLOGIA EM BUSCA DE NOVAS FORMAS DE MITIGAR OS EFEITOS NOCIVOS DE SEPARAÇÕES, ABORTOS, VIOLÊNCIAS, MAUS-TRATOS, ENFERMIDADES, ENTRE OUTROS.

SUA TERAPIA "REVELA" REALIDADES A SEREM OBSERVADAS E COMPREENDIDAS POR TODOS. DESSA MANEIRA, ELE SUSTENTA QUE É POSSÍVEL A SUAVIZAÇÃO DA DOR E CURA DO SOFRIMENTO CAUSADO PELOS NÓS FAMILIARES.

GRAÇAS AO SUCESSO DE SEU MODELO TERAPÊUTICO SISTÊMICO, EXISTEM INSTITUTOS HELLINGER AUTORIZADOS NA ALEMANHA, NA ARGENTINA, NA AUSTRÁLIA, NA ÁUSTRIA, NA BÉLGICA, NO BRASIL, NO CANADÁ, NO CHILE, NA COLÔMBIA, NA INGLATERRA, NA FRANÇA, NA GRÉCIA, NA HOLANDA, EM HONG KONG, NA ISLÂNDIA, NA SUÉCIA, EM ISRAEL, NA ITÁLIA, NA NORUEGA, NA NOVA ZELÂNDIA, EM PORTUGAL, NA RÚSSIA, NA ESPANHA, NA SUÍÇA, EM TAIWAN, NOS ESTADOS UNIDOS E NA VENEZUELA.

ATUALMENTE, DEDICA-SE A TURNÊS MUNDIAIS COM O OBJETIVO DE DIFUNDIR SUA TERAPIA COMO UM MÉTODO BREVE E RÁPIDO NA BUSCA DE SOLUÇÕES INTERIORES PARA CONFLITOS FAMILIARES.

SEU TRABALHO GANHA OUTROS CONTORNOS COM A TEORIA DAS CONSTELAÇÕES FAMILIARES, COMO O ALÍVIO E A CURA DE DOENÇAS, TAMBÉM O DIAGNÓSTICO DE SITUAÇÕES DIFÍCEIS NOS NEGÓCIOS, NAS EMPRESAS (ESPECIALMENTE AS FAMILIARES) E NAS ORGANIZAÇÕES.

NA ATUALIDADE, SEUS LIVROS E VÍDEOS FIGURAM ENTRE OS MAIS VENDIDOS EM PSICOLOGIA CONTEMPORÂNEA.



MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O AUTOR E SUA TEORIA PODEM SER ENCONTRADAS NOS SITES:

WWW.HELLINGER.COM

WWW.HELLINGER.COM/INTERNATIONAL/PORTUGUES/INDEX.SHTML

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