quinta-feira, 25 de março de 2010

PIN-UPS! DO QUE NOSSAS AVÓS JÁ SABIAM...






Elas foram um dos primeiros apelos do que chamamos hoje de cultura de massa ou de cultura pop e têm grande responsabilidade sobre o modo como as mulheres começaram a ver a si mesmas após os anos 40, embora vinte anos antes tenha sido o reflexo direto de uma época onde nunca antes se puderam ver tantas pernas nuas. No primeiro caso, as donas de casa descobriam que era possível posar para uma foto sem ter a alegre companhia de um fogão novinho ao fundo e, no segundo, era a explosão do furor depois de anos de crise.
Mas imagens de mulheres com sentido erotizado têm suas raízes um pouco antes das crises de 1919, que varreram o dinheiro de muitos bolsos de forma parecida com o que vemos acontecer hoje. No início do século XX, a tensão que reprimia as sensualidades do ocidente de modo radical (por exemplo, recomendavam-se cintos de castidade) começou a dar frutos, ou seja, uma sociedade sexualmente pervertida estava nascendo. Fotinhos de moças nuas eram escondidas no armário enquanto os pulp fictions eram devorados por cenas de bondage e defuntas despidas. -->
O fenômeno, como o conhecemos hoje, tomou forma durante e, muito mais, depois da Segunda Guerra Mundial. Nos pós-guerra, artistas como
Elvgren assinavam desenhos de mulheres em revistas, dividindo espaço com as fotografias: o que era para nunca ser mostrado em público descobria seu lugar no mundo, e como arte! Em pouco tempo, a aceitação de toda sociedade estava ganha. As mulheres descobriam uma fonte de informação porque, como as pin-ups eram as mulheres como os homens desejavam, logo elas descobriram como usar os trejeitos em proveito próprio, “contra” os homens. O vestuário modificou-se. Cintas-liga e grandes peitos viraram o que era o tornozelo nos anos 30: puro delírio.

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